O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) de 2011 para as motos populares poderá sair até 22% mais barato na comparação com o que foi pago no início deste ano.
Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, a redução média do imposto para as motocicletas será de 9,1%.
O maior desconto foi constatado na Sundown Web 100 EVO, para os modelos 2008 e 2007. O IPVA pago no modelo 2008, que foi de R$ 75,14 neste ano, sairá por R$ 58,58 no ano que vem.
Fonte: sobremotos.com.br
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
De carona no foguete
Se alguém aparece com algum “negócio barulhento”, todo mundo quer curtir. Uns têm carro turbo, outros têm ideias mirabolantes e a maioria tem um projeto-sonho na cabeça. No entanto, podemos dizer que um cara daqui já realizou o seu sonho: Edu Bernasconi, chefe da casa, é detentor do recorde nos 402 m para motos, com 8,8s a 275 km/h — no Festival de 2009. Para melhorar o tempo, a moto ganhou novo coletor de escape, turbo maior, troca de marchas no botão e um booster para controlar a pressão durante a arrancada, além de uma pintura maluca. Agora, são 480 cavalos, mas...
É claro que ninguém reclama de excesso de potência. Pelo menos, nunca ouvi dizer: “Está forte demais, melhor tirar um pouco”. Se destraciona, pista ruim ou pneu mal calibrado, frio... Se empina, largou errado, não queimou embreagem. No caso dessa GSX-R1000, ano 2007, não é diferente. “A moto está estranha, balança demais lá no final da reta e, mesmo que eu queira controlar, parece que ela vai na direção que quer”, conta Edu, após sua primeira puxada (de 9,2s) no Autódromo Internacional de Curitiba.
E não é para menos: a foto acima, à direta, foi tirada no final dos 402 metros da pista (acesse www.revistafullpower.com.br para ver o detalhe na foto em alta resolução). A roda dianteira está no ar, a mais de 250 km/h! Não deve ser a mais tranquila das sensações... Isso, mesmo com a balança alongada, que aumenta o entre-eixos da moto em até 20 cm, especial para provas de Arrancada.
Por dentro do foguete
Montar uma moto dessas não é tarefa simples e muita coisa tem que ser desenvolvida, já que a modalidade ainda está nascendo no Brasil. Edu já teve uma Hayabusa turbo e, como diz Bruno Herrera, preparador, tratava-se de uma moto “burra”. “A Busa era fácil de enganar, mas essa GSX-R é enjoada”, brinca. O sistema eletrônico, bem mais complexo, trouxe dificuldades, mas a moto funciona perfeitamente na injeção original (são oito bicos injetores) com auxílio de Power Commander (controlador de injeção) e uma bomba de combustível Bosch, muito da fortona: trabalha com 10 bar de pressão.
No lugar do turbo 2860RS utilizado no recorde do ano passado, entrou outro Garrett roletado. Agora é um 3071R, bom para até 480 cv. “O primeiro turbo era para, no máximo, 360 cv. Por isso decidimos trocar”, explica Bruno, que instalou pistões e bielas forjados (Wiseco e Carrillo, respectivamente) no motor 1.0. Durante a temporada de 2009, Edu utilizava uma embreagem original, que durava algo em torno de três puxadas. Agora, um sistema centrífugo ajuda os discos a colarem pra valer. Além de não patinar, dá pra largar com o giro alto para apavorar já nos primeiros metros. O melhor 60 pés (18 metros) foi feito em 1,45 segundos, no ano passado.
A Suzuki 1000 ganhou outras melhorias para a quarta etapa do Paranaense/Brasileiro. A troca de marchas, que antes era feita no pé e sem a utilização de manete de embreagem, agora tem sistema air shifter, pneumático. Basta clicar a buzina a qualquer rotação para que haja um corte de ignição durante uma fração de segundos e um pistão especial empurra a alavanca para a entrada da próxima marcha no câmbio de seis velocidades.
Tudo isso de acelerador colado, mão no fundo! Além de uma troca de marchas mais rápida, a falta de potência depois dos primeiros 200 metros iniciais era nítida e foi o fator principal para a troca do turbo, já que a potência era boa para largar. Por isso, entrou também um controle de pressão acionado pelo piloto durante a puxada. A moto larga com 0,5 kg de pressão em primeira marcha e a mantém na segunda. Depois de engatar a terceira marcha, um clique no relampejador de farol alto libera o booster, que levanta a pressão para 0,9 kg, enquanto um bico extra controlado por HIS joga mais combustível. Em quarta, mais um toque leva a pressão para 1,2 kg e fica assim em quinta, última marcha utilizada na puxada.
Fonte: revistafullpower.com.br
KTM Duke 125cc lançamento para atrair jovens
A KTM, famosa por suas vitórias no Rally Paris-Dakar e competições off-road, apresentou no Salão de Colônia, Intermot 2010, seu primeiro modelo street de 125cc. O objetivo da Duke 125 é atrair jovens motociclistas para a marca austríaca. “Não tínhamos um modelo de entrada. Com a nova moto, queremos trazer os jovens para a marca KTM”, declarou Michael Rebler, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da nova Duke 125.
Com um visual bastante moderno, com direito a farol excêntrico e quadro tubular, a Duke 125 terá ainda diversos equipamentos de fábrica para ser personalizada, abaixo uma foto e no final deste post você verá mais fotos dessa linda belezinha 125:
Equipada com um motor de um cilindro, 124,7 cc e refrigeração líquida, a pequena austríaca terá 15 cavalos de potência máxima a 10.500 rpm – desempenho respeitável para um motor com essa capacidade. Com duplo comando de válvulas no cabeçote e alimentada por injeção eletrônica, a Duke 125 terá câmbio de seis marchas e embreagem com acionamento hidráulico.
A parte ciclística também impressiona. O quadro em treliça é feito em cromo-molibdênio e as suspensões dianteiras são invertidas. Já a traseira conta com um monoamortecedor. O sistema de freios é a disco em ambas as rodas de 17 polegadas.
Produção globalizada
O lançamento do novo modelo tem a influência da indiana Bajaj, uma das acionistas da KTM. Michael Rebler, do setor de desenvolvimento de produtos da fábrica austríaca, revelou que alguns componentes serão fabricados em Mattinghoffen, sede da KTM na Áustria, e outras partes serão produzidas na Índia.
Entretanto, em entrevista à jornalista da revista brasileira “Motociclismo” também presente ao Intermot, Hubert Trunkenpolz, diretor de vendas e marketing da KTM, confirmou a montagem da moto também em Manaus (AM) pelo sistema CKD (completely knocked-down) em parceria com uma empresa brasileira, a partir de 2011.
Rebler, outro representante da marca, evitou falar sobre o assunto à INFOMOTO: “que eu saiba essa moto será produzida na Índia e na Áustria”.
Veja mais fotos da KTM Duke 125cc:
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