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terça-feira, 31 de maio de 2011

Segurança viária: leia isto antes de culpar as motos!

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Certa vez eu escutei de um fabricante de motos que o que mais atrapalham as vendas é a excessiva publicidade que dão aos acidentes com motos. Isso me gerou curiosidade, pois o fabricante disse que os jornalistas não especializados em automóveis e motos, principalmente os das páginas policiais ou das editorias que tratam do bizarro, são os que mais exploram o tema de forma sensacionalista.
Assim como as cartas de um baralho, os números não mentem jamais. Fui atrás de pesquisar mais sobre isso e acabei descobrindo que uma pessoa morre em acidente de trabalho por hora no Brasil. A informação foi dada na sexta-feira (29) no auditório da Unip (Universidade Paulista), em evento realizado pela SMS (Secretaria de Saúde), alusivo ao Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Participaram profissionais de saúde, sindicalistas e estudantes de logística portuária e enfermagem.
Fazendo as contas chegamos a 8.760 trabalhadores mortos no Brasil em decorrência de acidente de trabalho. Se formos puxar os homicídios dentro do mesmo relatório, chegaremos a uma média de 5,7 homicídios no Brasil a cada hora. O mesmo acontece no campo dos acidentes de trânsito com motos – um número entre o gerado pelos acidentes de trabalho e bem longe do número de homicídios.
Mas por que isso acontece? Os especialistas afirmam que falta educação e fiscalização – não necessariamente nessa ordem. Vejamos o que nos interessa – motos x automóveis:
Segundo o mesmo relatório, na sua versão completa que traça o Mapa da Violência no Brasil – devemos verificar que o uso massivo da motocicleta é fenômeno relativamente recente. Segundo o próprio Denatran, ainda em 1970, ela era um item de baixa representatividade: em um parque total de 2,6 milhões de veículos, só existiam registradas 62.459 motocicletas: 2,4% do parque. Já no início da década analisada, 1998, temos 2,8 milhões, o que representa 11,5% da frota total do país. Em 2008, o número salta para 13,1 milhões, representando 24% do total nacional de veículos.
De acordo com o mapa, impressiona mais ainda o ritmo de crescimento do número de motocicletas. Nos anos iniciais da década 98/08, esse ritmo foi em torno de 20% ao ano, ultrapassando largamente o propalado crescimento dos automóveis. Se, na década, a frota de motocicletas cresceu 368,8%, isto é, acima de quatro vezes e meia; a de automóveis aumentou 89,7%, não chegando a duplicar seu número, mas teve ampla divulgação da Anfavea  – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – e grande cobertura da imprensa.
Se a frota de motocicletas cresceu 369% nessa década, as mortes de motociclistas cresceram 506%. Em outras palavras: 369% do incremento da mortalidade devem-se a esse aumento drástico da frota de motocicletas. Mas 137% (a diferença entre ambas as percentagens) só podem ser interpretados como um aumento do risco motocicleta no trânsito.

Já com o automóvel ocorreu processo inverso: a frota aumentou 88%, e as vítimas de acidentes com automóvel, 57%. Assim, por motivos diversos, o risco-automóvel caiu 31 pontos percentuais no período. Já no início do período, em 1998, o risco-motocicleta era 75% maior que o risco-automóvel. Para o final do período, no ano de 2008, esse risco ampliou-se ainda mais: 170% maior que nos automóveis.
Ou seja: automóveis estão mais seguros. Mas e como podemos reduzir o índice de acidentes com motos?
A solução passa pela adoção de políticas rígidas voltadas para a fiscalização e para a educação. Imagine que cada uma dessas ações seja um prato de uma balança. Se existe fiscalização e segurança na mesma intensidade teremos, obviamente a redução do índice de acidentes. Mas quando o fiel da balança pende para um dos lados a situação se desenha de outra forma.
Digamos que o fiel da balança pendeu para a falta de fiscalização. Se a educação for o ponto de maior peso teremos uma redução no índice de acidentes, pois com políticas prevencionistas voltadas para a educação de trânsito teremos uma maior conscientização, maior adesão ao uso de equipamentos de segurança e um maior respeito pela vida. Isso faz com que o índice também caia.
Agora, se ocorrer o contrário, se a fiscalização for rígida e esta parte for a que tenha maior peso em relação à educação, teremos uma redução de acidentes, mas quando ela falhar ou faltar ou ainda não estiver presente de forma massiva, a falta de educação prevalecerá e assim o índice voltará a subir, mesmo que ocorra apenas em microrregiões.
Enfim, a redução do índice de acidentes passa por um equilíbrio entre fiscalização e educação devidamente sustentada por uma sequência de ações focadas na segurança viária.
O Mórbido e o Bizarro
Sabemos que o ser humano tem uma pretensa curiosidade sobre o mórbido e o bizarro. Feito por seres humanos, a maioria dos veículos de comunicação estão utilizando o equipamento moto como recurso para aumentar a audiência ou vender jornais. Mostrar apenas a desgraça alheia sem debater as causas e cobrar providências é explorar de maneira pouco ética o sofrimento alheio.  Publicar acidentes, mortes e desgraças apenas por publicar para vender mais e aumentar  a audiência é uma prática que deve ser revista, pois não condiz com a verdadeira essência da comunicação – qual não seria uma via de mão dupla  – que educa através do fato e não apenas o explora para poder obter algum tipo de vantagem.
Tratar a motocicleta como a causa e a consequência do acidente de trânsito é mostrar-se pelo menos desinformado. A moto é um novo player no esquema de trânsito e por isso requer equipamentos específicos, absolutamente diferentes de um carro. Inclua-se aqui a educação de trânsito para motociclistas e motoristas. Um em relação ao outro. Assim, agindo nos dois pratos da balança, poderemos equilibrá-los de forma que todos ganham por continuarem vivos.
O problema não é apenas do Estado, mas se ele fizer a parte que lhe cabe neste tripé que forma esta balança teremos uma educação de trânsito mais eficiente, uma fiscalização mais rígida e uma segurança viária onde toda a tecnologia estaria voltada para salvar vidas.

Fonte: motonauta

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Racha de Motos no Autódromo de Interlagos

Neste próximo dia 27 de maio (sexta feira) a partir das 19hs acontece o evento mais esperado em duas rodas no Autódromo de Interlagos.


Racha de Motos onde o competidor com motos originais de rua irá mostrar sua habilidade na largada e a potencia da sua moto vai fazer a diferença, mesmo separada por categorias e cilindradas as disputas sempre com duas motos por vez, uma moto vai sair vencedora da bateria e chegando perto da final apenas uma moto sairá vencedora da grande noite.
Iremos conhecer vários campeões ao final da noite por ter categorias separadas por cilindradas e modelos.
Em apenas uma noite mais de 20 mil espectadores, apenas 300 competidores, e somente um sairá como o # melhor # das ruas para dentro da pista mais conhecida do mundo.
Uma vez por mês é assim que será o Racha de Motos em Interlagos embala as noites no Autódromo de Interlagos em São Paulo, com uma acirrada disputa de arrancada em 201mts por eliminatória.
O único e exclusivo evento na capital voltado para competição de Motos de rua de maneira organizada e legalizada. Os milhares de expectadores incentivam os competidores que lugar de racha não é na rua, e sim na pista com segurança e organização contando com o apoio da Policia Militar, Prefeitura de São Paulo e da CET.
Definido como mais uma opção de lazer e entretenimento para a movimentada noite dos paulistas o Racha de Motos em Interlagos, será mais um Evento de Duas rodas organizado pela RM EVENTOS.
Inscrições abertas. Garanta já a sua.      www.rachademotos.com.br
fonte: Rm Supermoto / Marcos Rogério Moreira

Kawasaki anuncia nacionalização de novos modelos




Desde o início dos trabalhos na fábrica em Manaus (AM), em outubro de 2009, a Kawasaki Motores do Brasil tem se empenhado ao máximo para atender a demanda do mercado nacional. Em quase dois anos de atuação, da fábrica no Pólo Industrial, já é responsável pela produção de nove dos dezoito modelos que a Kawasaki comercializa no Brasil. As motocicletas que são montadas em território nacional são: Ninja 250R, ER-6N, Ninja 650R, Z750, Vulcan 900 Classic, Custom e Classic LT, além das recém nacionalizadas, Versys e Z1000.

A naked Z1000 já está na linha de montagem em Manaus (AM), assim como a maxi trail Versys. Além destes modelos, a marca nipônica anuncia que produzirá também a Ninja ZX-6R e a Ninja ZX-10R 2011, isso no segundo semestre.

O intuito da marca é se fortalecer ainda mais no mercado nacional, e estar presente com maior suporte pós-venda, reposição de peças, qualidade de atendimento e treinamentos para concessionários. A Kawasaki Motores do Brasil acredita que a nacionalização desses modelos acarretará na maior oferta de serviços e beneficiará o público final.

Fonte: sobremotos