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sábado, 1 de janeiro de 2011

Invasão de novidades




Já vemos 2010 pelo retrovisor. O ano que ficou para trás deixa boas lembranças para muitos aficionados por motocicletas. Foram diversos lançamentos das mais variadas marcas e modelos. Desde pequenas motonetas de 50 cc até grandes motocicletas de luxo equipadas com motores de 1600 cc de capacidade cúbica, passando por scooters e CUBs. Foram inúmeras apresentações e coletivas de imprensa. Na maioria delas uma frase foi muitas vezes pronunciada: “o Brasil é a bola da vez”. Para a felicidade geral, finalmente o mercado brasileiro hoje está entre os principais consumidores de motos do planeta. Tanto em modelos “populares”, como também em motos “premium”.
Por este motivo, a Agência INFOMOTO realizou uma grande pesquisa para elaborar a retrospectiva 2010 do mercado de duas rodas, que foi dividida por marca. Com destaque para as empresas mais representativas do segmento e também àquelas que apresentaram novidades no decorrer do ano. Alguns novos modelos que já eram esperados e finalmente chegam às lojas. Para o ano que vem novas motos vendidas na Europa e América do Norte devem desembarcar por aqui e outras marcas devem fincar bandeira em solo brasileiro. Agora o que nos resta é esperar para ver.
BMW
A marca alemã fez história em 2010. Os números de vendas bateram recordes – 3500 unidades emplacadas – impulsionados principalmente pela G 650 GS. A trail montada em Manaus (AM) pela Dafra Motos caiu no gosto do motociclista brasileiro. Quem também chegou às concessionárias da marca foram a R 1200 GS, R 1200 GS Adventure e R 1200 RT, que usam a nova versão do motor Boxer. Já a série comemorativa dos 30 anos da linha GS – com mudanças estéticas - também foi apresentada em 2010 para delírio dos entusiastas e colecionadores. Durante o Salão do Automóvel foi mostrada, em primeira mão, a mais nova BMW, a K 1600 GLT, modelo touring de luxo, que esbanja conforto e muita tecnologia embarcada. No final do ano, a marca anunciou a montagem, também em Manaus (AM) por meio do sistema CKD, da naked F 800 R,
Dafra
Parceira logística da BMW, a Dafra apresentou dois modelos que foram comentados e premiados em 2010. Fruto do acordo com a indiana TVS, foi lançada no Brasil a Apache 150, uma street com um visual inédito para o segmento. Porém, o modelo que teve mais destaque foi o maxiscooter Citycom 300i, montado em Manaus (AM), em parceria com a taiwanesa SYM. Com preço sugerido de R$ 12.690, o modelo veio para preenche uma lacuna entre os scooters de média cilindrada. Para o segmento de entrada, a Dafra lançou a pequena Super 50, versão de 50 cc do modelo Super 100, motinho street ideal para curtos deslocamentos urbanos. 
Ducati
A tradicional fabricante italiana apresentou a Hypermotard 796, que usa a mesma base da Hypermotard 1100, porém com um motor menor e mais “esperto”. Apresentada oficialmente durante o Salão da Motocicleta, a nova Multistrada 1200 chegou com a proposta de encarar qualquer desafio. Neste ano também, a Ducati mostrou-se interessada em abrir uma fábrica no Brasil. Mandou até uma comitiva de empresários italianos para conhecer o Polo Industrial de Manaus (PIM).
Harley-Davidson
No início de dezembro chegou ao fim a batalha judicial envolvendo a Harley-Davidson Motor Company e a HDSP/Grupo Izzo, distribuidora exclusiva das motocicletas marca norte-americanas no Brasil. Em nota oficial, as duas empresas anunciam mudanças nas operações da HD no país. O acordo entre as partes encerra o processo judicial que se arrastou desde março na 26ª Vara Cível, do Tribunal de Justiça de São Paulo. O acordo permitirá à Harley aumentar a sua participação no mercado nacional por meio de novos concessionários. Com certeza essa “pendenga” jurídica atrapalhou os planos da marca em lançar novos modelos no Brasil neste ano que se encerra. 
Honda
A líder absoluta do segmento de duas rodas com quase 80% do market share, a Honda apresentou várias novidades no decorrer deste ano. A superesportiva CBR600RR ganhou freios combinados com sistema anti-travamento (C-ABS). Mostrando que a marca aposta que o sistema ABS vai se consolidar entre motos de todas as categorias. Já o sistema Mix (uso do álcool ou gasolina em qualquer proporção) também foi incorporado à Honda Fan 150, além da NX 150 Bros e da CG Titan. Comemorando mais de 1 milhão de unidades do Lead vendidas em todo o mundo, o scooter ganhou “Special Edition”, que traz novos esquemas de cores. A Honda também inaugurou uma nova linha de montagem em Manaus (AM) exclusivamente para fabricar modelos de baixa cilindrada. Lê-se: Pop, Biz e Lead.
Kasinski
A Kasinski mostrou em 2010 que aposta alto no segmento de veículos elétricos. A empresa fechou uma parceria com o governo do Rio de Janeiro para a construção da primeira fábrica de veículos elétricos do Brasil. Neste segmento, a marca lançou a Prima Electra, scooter totalmente elétrica.  Já a linha CRZ conta com dois modelos. A motard CRZ 150 SM e sua versão off-road chamada apenas de CRZ 150. Em setembro a Kasinski inaugurou sua fábrica em Manaus (AM) mostrando que chegou para ficar. No final do ano destaque para a Comet 150, modelo street que traz como principal diferencial a garantia de três anos e seguro de 12 meses.
Kawasaki
A Kawasaki ampliou e muito a linha de motos oferecida aos motociclistas brasileiros. Com o crescente número de vendas de sua pequena esportiva, Ninja 250R, a marca patrocinou a Copa Ninja, um campeonato monomarca que deve acontecer novamente em 2011. A Naked Z750 recebeu o opcional de freios com ABS. Também com ABS opcional, a grande ZX-14R chegou praticamente junto com a nova naked Z1000.  Neste ano foi lançada ainda a versátil Versys 650, trail que também pode ser equipada com ABS. Em 2010 a linha Vulcan 900 (Classic, Custom e Classic LT) passou a ser produzida no Brasil, assim como já ocorria nos modelos Z750, ER-6n e Ninja 250R. Aos 45 minutos do segundo tempo foi lançada a Ninja 650R, que usa a mesma base mecânica da naked ER-6n, ou seja, motor de dois cilindros paralelos.
KTM
Apesar de não apresentar um alto número de vendas a marca foi notícia em 2010. Foi confirmada a vinda oficial da marca para o Brasil, com a instalação de uma fábrica no Polo Industrial de Manaus (PIM). Além disso, a marca austríaca deve lançar em meados de 2011 dois novos modelos no país: Duke 125 e Duke 200. Além de ampliar o número de concessionárias para revender praticamente toda sua gama de modelos importados.
Suzuki
Em 2010 a Suzuki atualizou muitos modelos de sua linha. As novas versões das esportivas GSX-R750 e GSX-R1000 desembarcaram no País. Quem chegou também foi a big custom Boulevard M1500. Outra moto de respeito que foi notícia em 2010 foi a naked B-King, que agora é montada em Manaus (AM). Contudo a principal notícia foi a chegada da nova linha Bandit 650 (S e N), com o mesmo visual do modelo europeu. Entre as motos de pequena capacidade cúbica destaque para a edição limitada da Yes 125, chamada de “SE”.
Yamaha
Logo no início de 2010 foi lançada a edição limitada da YS 250 Fazer. Em seguida o modelo passou pela maior reestilização desde o seu lançamento, ganhando um novo painel, farol e freio a disco traseiro. Para brigar no concorrido mercado de motos de 600 cc, a marca dos três diapasões apresentou a XJ6 em duas versões: naked e carenada. Quem desembarcou também no Brasil foi a última versão da superesportiva YZF-R1 e seu notório motor com virabrequim crossplane. Na categoria CUB quem renasceu foi a pequena Crypton agora com motor de 115 cc, porém ainda usando carburador. O maior lançamento foi sem dúvida a versátil XTZ 250 Ténéré. Usando a mesma base mecânica da XTZ 250 Lander e um nome consagrado, a Ténéré 250 veio para atender aos anseios de quem usa a moto no dia a dia e também faz viagens nos finais de semana. 

fonte> moto.com.br

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Face-lift dá sobrevida a Suzuki Bandit 650





Com a bem sucedida proposta de ser uma “moto com cara de moto”, a linha Suzuki Bandit de 650cc se mantém no mercado há mais de uma década. Mas até mesmo veículos que viraram ícones, caso desta naked japonesa, precisam se atualizar. Por isso, desde outubro, a J.Toledo/Suzuki comercializa no Brasil a mais recente versão da Bandit 650N, além da semicarenada reformulada, a 650 S. 
Apresentada em 2008 na Europa, a Bandit N (de naked) ganhou visual mais moderno, mas manteve o mesmo motor e ciclística. Uma aposta da marca para manter a Bandit na briga pelo segmento de 600cc. Fatia de mercado que, vale ressaltar, ganhou vários concorrentes no último ano no Brasil: no início de 2010, a Yamaha lançou a XJ6N; a Kawasaki vende a Z 750 e a bicilindrica ER-6n; e a Honda tem a líder CB 600F Hornet.
Novo visual
Para dar uma sobrevida a essa veterana naked, a Suzuki começou a atualização pelo farol. Em vez do tradicional conjunto óptico redondo, os projetistas apelaram para formas ovais e mais atuais. O farol também ganhou uma pequena cobertura prata nas laterais. As luzes de direção (setas) também seguiram as linhas ovais. A lanterna traseira ficou menor e um pouco afilada. 
Mudou também o painel. Saíram os dois mostradores redondos e um tanto antiquados e chegou um painel com conta-giros oval e tela de cristal líquido retangular. Bastante completo com velocímetro, hodômetro, relógio, marcador de combustível, traz ainda um útil indicador de marcha engatada – único entre as nakeds de 600cc.
O tanque manteve o mesmo formato e capacidade (19 litros). No restante as mudanças na roupagem foram poucas: as aletas decorativas do tanque agora são inteiriças e o desenho da rabeta mudou sutilmente. Por fim, o motor recebeu novamente a pintura preta de versões anteriores.
Em geral a Bandit 650 2011 ficou mais bonita e um pouco mais moderna. Isso porque se compararmos a naked da Suzuki com concorrentes como Yamaha XJ6N, Honda Hornet e Kawasaki Z 750 ela ainda parece um pouco antiquada. Ao menos visualmente.  
Motor e ciclística: mais do mesmo
Tanto o motor como a ciclística da Bandit continuaram iguais. Não que isso seja um defeito, afinal essa Suzuki tem suas qualidades, caso contrário não estaria há tanto tempo na estrada.    
Praticamente um ícone, o propulsor de quatro cilindros em linha tem 656 cm³ de capacidade cúbica com comando duplo no cabeçote e quatro válvulas por cilindro. Os números de desempenho e o comportamento do motor continuam o mesmo: 85 cv a 10.500 rpm. Com o sistema de alimentação eletrônica o torque em baixas e médias rotações é um dos pontos positivos da Suzuki Bandit 650. O piloto tem a sensação de que o motor está sempre pronto a responder. Assim como nos altos regimes, quando a potência parece empurrar com facilidade essa naked.
E vem justamente desse motor um dos grandes motivos do sucesso da Bandit: seja para rodar pela cidade sem trocar muito de marcha, usufruindo da “força” do propulsor, ou para acelerar mais esportivamente, o motor de quatro em linha responde bem. Claro que seus 85 cavalos de potência não são grande coisa comparando com os 102 cv da Hornet ou com os 106 cv da Kawasaki Z750, mas são mais do que na XJ6N (77,5 cv) e suficientes para proporcionar diversão ao motociclista. 
Na parte ciclística, nenhuma novidade. Quadro berço duplo em aço, garfo telescópico dianteiro convencional e balança traseira monoamortecida. Todo o conjunto é projetado para oferecer mais conforto do que esportividade. Aliás, o acerto ideal para o uso em ruas e estradas, porém um pouco “mole” demais se você quiser pilotar em uma pista. 
Outro destaque da Bandit são seus freios. Os dois discos dianteiros de 310 mm de diâmetro são flutuantes e “mordidos” por duas pinças de quatro pistões opostos. Na traseira, um único disco de 240 mm conta com uma pinça de um único pistão. 
O único senão da Bandit é seu peso excessivo. Afinal são mais de 240 kg em ordem de marcha – a Yamaha XJ6N, por exemplo, pesa 206 kg em ordem de marcha. A Suzuki poderia ter investido em um quadro e rodas mais leves: tantos as rodas e pneus são exatamente os mesmos da versão anterior.  
Na briga
O novo visual certamente dará mais fôlego para que a Bandit 650 continue na disputa pelo concorrido segmento de motos naked de 600cc. Rodando pelas ruas de São Paulo, essa nova Suzuki provou que manteve suas principais características, como motor vigoroso e amigável, conforto para o motociclista e agilidade para encarar o trânsito. 
Apesar de as mudanças estéticas não serem tão radicais e a Bandit permanecer, na sua essência, a mesma motocicleta, não foram poucos os motociclistas curiosos que fizeram perguntas sobre o novo modelo. E, quase todos, ficavam um pouco decepcionados pelo fato de que não houve mudanças na motorização e ciclística. 
De qualquer forma, com preço sugerido de R$ 29.900, a Suzuki Bandit 650 2011 ainda está na briga. Entre as concorrentes de quatro cilindros em linha, a Yamaha XJ6N tem preço mais em conta, R$ 28.600, porém motor menos potente e especificações mais espartanas. Já a Honda CB600F Hornet, líder de vendas no segmento, sai por R$ 33.260 na versão standard; e a Kawasaki Z 750, com motor de maior capacidade, custa R$ 33.990. 
Ficha Técnica:
Motor Quatro cilindros em linha, refrigeração liquida, DOHC, 16 válvulas 
Capacidade 656 cm³ 
Câmbio 6 velocidades 
Potência máxima 85 cv a 10.500 rpm 
Torque máximo 6,27 kgf.m a 8.900 rpm
Quadro Berço duplo em aço
Suspensão dianteira Garfo telescópico tradicional com ajuste na pré-carga da mola com curso de 130 mm
Suspensão traseira Balança oscilante com monoamortecedor com ajuste na pré-carga da mola e retorno com curso de 128 mm
Freio dianteiro Disco duplo flutuante de 310 mm de diâmetro com pinça de quatro pistões opostos
Freio traseiro Disco simples de 240 mm de diâmetro com pinça de um pistão
Pneu dianteiro 120/70 ZR17 
Pneu traseiro 160/60 ZR17 
Comprimento total 2145 mm 
Largura 780 mm 
Altura 1095 mm 
Entre-eixos 1470 mm 
Altura do assento 790 / 810 mm, regulável em duas posições 
Altura mínima do solo 135 mm 
Peso (em ordem de marcha) 240 kg 
Tanque de combustível 19 litros
Cores Azul, prata, preta e vermelha
Preço R$ 29.900,00

Fonte> moto.com.br

Rinaldi é destaque em pesquisa de revista especializada

Pesquisa Marcas de Preferência da Revista Pró Moto traz a marca gaúcha na primeira posição entre as fabricantes de pneus e indústrias de peças e itens para motos
A revista especializada Pró Moto acaba de divulgar o resultado da Pesquisa Marcas de Preferência. A Rinaldi ganhou destaque na análise do mercado ao ser a mais lembrada entre as fabricantes de pneus, com 32,31% dos votos, superando multinacionais como Pirelli (27,02%), Metzeler (14,54%) e Michelin (13,66%). 

Mas esta não é a única categoria na qual a empresa gaúcha é evidência, a Rinaldi também aparece em primeiro lugar entre as indústrias de peças e itens para motos, empatada com a Circuit, com 12,37% dos votos, deixando para trás nomes como Totem (8,32%), Corona (7,88%), Honda Peças Originais (7,88%), entre outras. 

A Rinaldi ainda foi a segunda colocada entre as produtoras de câmaras de ar, a quinta entre as que mais investem no esporte, a sexta entre as marcas mais simpáticas e a nona entre as que melhor representam o motociclismo off road nacional, apresentando grande evolução em relação a edição anterior da pesquisa.

“Este resultado veio coroar um ano de muito trabalho por parte de todos os funcionários, colaboradores, pilotos patrocinados e clientes. A cada dia conquistamos mais espaço no mercado e isso não seria possível sem a dedicação de todos que ajudam a construir a história desta empresa”, afirmou o gerente comercial Sérgio De Paris.

Cerca de 500 pessoas participaram da pesquisa que aborda diversos segmentos e é considerada um referencial sobre como os clientes enxergam as diferentes marcas, tratando-se de um verdadeiro termômetro off road. O conteúdo está disponível na edição 102 da revista, que pode ser encontrada nas melhores bancas do país.
 
Fonte: Revista Mundo Moto