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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

47%da população usa carro ou moto para se deslocar

População que usa carro ou moto para se deslocar atinge 47% em 2009, mostra Ipea

O percentual da população que usa automóveis ou motocicletas para se deslocar aumentou de 45,2% em 2008 para 47%, em 2009. Mesmo assim, quase metade da população ainda depende do transporte público, por não ter alternativa de transporte. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), baseados em estudos da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad), feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O número de automóveis na área urbana é o dobro do da área rural, onde é maior o número de motocicletas, segundo o estudo. Os veículos de duas rodas estão presentes em cerca de 15% dos lares, com tendência a crescer, levando em conta os preços mais baixos das motocicletas.

Os domicílios da área urbana que têm carro somam 16,5 milhões, motocicletas 4,073 milhões e os lares que têm ambos os veículos são 3,2 milhões. Cerca de 25,9 milhões de residências ainda não têm quaisquer tipos de veículos. Na zona rural, 1,489 milhão de residências têm carro, 1,566 milhão têm motos e 570 mil têm carro e moto. Além disso, 5,123 milhões de lares não dispõem de qualquer tipo de veículo.

O Ipea destaca que a posse de veículos ocorre até mesmo nas camadas mais baixas da população. Na faixa de pobreza extrema, com renda de até um quarto do salário mínimo per capita, 17,7% das famílias têm carro ou motocicleta. Nas casas onde a renda é de até meio salário mínimo per capita cerca de 23% das famílias já têm veículos próprios.

As políticas para aumentar a renda da população mais pobre, segundo avaliação do Ipea, deverão provocar o aumento da aquisição de automóveis nos próximos anos. A posse de veículos é maior no país, proporcionalmente entre a população, em Santa Catarina, no Paraná, no Distrito Federal (DF) e em São Paulo. Em Santa Catarina, cerca de 70% das residências têm algum tipo de veículo. No Paraná 61,7%; no DF, 59,7% e em São Paulo, 59,1%. Em Santa Catarina, 28,5% das residências não dispõem de automóvel ou moto, no Paraná, 38,3%; no DF, 40,3% e em São Paulo, 40,9%.

A maioria dos trabalhadores brasileiros (68%) na área urbana ou rural gasta menos de 30 minutos para ir de casa ao trabalho, independentemente da forma de locomoção. Cerca de 10% da população gasta mais de uma hora nesse percurso. O tempo médio de percurso da residência ao trabalho, segundo o Ipea, mostra que a maior parte dos brasileiros prefere procurar trabalho próximo às suas moradias.

O Ipea considera que a taxa de motorização da população tende a crescer, gerando engarrafamentos e complicações no trânsito. Para o instituto, será necessário que os governos façam investimentos para melhoria da infraestrutura nas próximas décadas para minimizar o problema.

Fonte: Folha de S. Paulo

Motor “desmodrômico” é coisa de grego





Por que uma Ducati é muito esperta e têm o motor tão elástico? Qual é o seu segredo?

A energia necessária para produzir o trabalho no motor é resultante do potencial térmico da queima da gasolina. Durante o funcionamento do motor, as pressões no interior dos cilindros variam a cada instante, pois o resultado vem do deslocamento alternado dos pistões, nos movimentos de subida e descida sucessivamente, e também, com o sincronismo de abertura e fechamento das válvulas de admissão e escape que, teoricamente, devem assegurar máxima vedação não permitindo fuga ou infiltração de gases. Isso tudo para que não haja alterações nas pressões atuantes do motor, interferindo assim, no rendimento geral tendo como resultado um baixo desempenho.

Os mecanismos que permitem o controle de abertura e fechamento das válvulas no sistema tradicional são o comando de válvulas, molas de retorno da válvula e, em alguns casos, contam com balancins. O conjunto é simples e pouco ruidoso, porém é o grande limitador de potência no motor, pois pode apresentar como inconveniente a flutuação de válvulas nas altas rotações.

Conhecendo a deficiência do conjunto tradicional, a fim de solucionar o problema, o fabricante adotou um sistema exclusivo conhecido como “desmodrômico”. O termo tem origem no grego e quer dizer desmos (controlado) e dromos (curso). A característica principal é a confiabilidade. O mecanismo elimina todas as perdas apresentadas no sistema convencional, e é equipado com um ou mais eixos de comando e balancins especiais para impulsionar as válvulas, tanto para a abertura como para o seu fechamento, eliminando toda possibilidade de flutuação dada pela inércia do conjunto anterior mola e válvula.

Dessa forma é possível garantir um perfeito controle do curso da válvula. Proporcionado excelente vedação e eliminando todas as perdas, conferindo ao motor um ótimo desempenho acompanhado de um ruído elegante proveniente da sinfonia dos mecanismos que compõe o motor desmodrômico.

Fonte: motoecia

Equipe Petrobras Lubrax pronta para sua 24ª participação no Rally Dakar repleta de novidades




Quando todos se preparam para a chegada das festas de final de ano a Equipe Petrobras Lubrax esquenta os motores para mais uma participação no Rally Dakar, a sua 24ª. O maior desafio off road do mundo terá início no dia 1º de janeiro de 2011, em Buenos Aires, passará pelo Chile e retornará à capital argentina no dia 16, após cerca de nove mil quilômetros rodados.

Para esta participação, a Equipe Petrobras Lubrax reservou novidades. A primeira delas é a mudança de categoria do piloto Jean Azevedo. Apenas nesta edição do rali, ele trocará o volante do carro pelo guidão da moto, e assim competirá com uma KTM 690.

No lugar dele entre os Carros chegou o piloto Marlon Koerich, estreante no Dakar, mas experiente em provas brasileiras, como o Rally dos Sertões, onde venceu as edições de 2003 e 2005, nas categorias Production e Super Production, respectivamente. Marlon contará com o auxílio do navegador Emerson “Bina” Cavassin, que além dos ralis nacionais, também tem em seu currículo a participação no último Dakar, em janeiro de 2010. “Como sou estreante no Dakar sei que terei muitas surpresas pela frente. Ainda bem que terei o Bina ao meu lado, que já fez uma edição da prova”, ressaltou o piloto.

A Equipe Petrobras Lubrax é conhecida por ser a única no mundo a competir o Rally Dakar em três categorias simultaneamente. Desta forma, está inscrita entre as motos, carros e caminhões.

Na categoria Caminhões, os brasileiros André Azevedo e Maykel Justo continuarão a parceria no Dakar e terão como terceiro integrante o tcheco Mira Martinec, que também fará as funções de mecânico no decorrer do percurso. “O Mira conhece bem o caminhão que utilizaremos, o tcheco Tatra, e sua ajuda com certeza é de extrema importância, ainda mais por conta de algumas alterações que fizemos recentemente”, explicou o piloto André Azevedo, um dos fundadores da Equipe Petrobras Lubrax e referência no off road brasileiro.

O caminhão Tatra recebeu algumas evoluções, visando maior competitividade no rali. São elas: troca de amortecedores, novos freios, redução de 900 quilos em seu peso total com a inserção de um baú mais leve e aros de alumínio nas rodas, e mudança do reservatório de combustível traseiro, melhorando o centro de gravidade do veículo.

Fonte: motonline